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Ciclista está sem prioridade

Em meio ao saturado tráfego de veículos da Capital, uma alternativa econômica, saudável e prática é o uso de bicicletas. O modal é utilizado como meio de transporte especialmente por trabalhadores que moram em áreas periféricas da cidade. Nos últimos anos, entretanto, vem ganhando cada vez mais adeptos. Além de ganhar tempo, o ciclista economiza o dinheiro da passagem e escapa da superlotação do transporte coletivo. O problema é que não vem sendo tratado como prioridade pelo poder público. Prova disso é que apenas 1,81% da malha viária de Fortaleza está adequada para o trânsito de bicicleta, o que corresponde a 73,9 Km de ciclovias.

É o que aponta pesquisa feita pelo Mobilize Brasil - Mobilidade Urbana Sustentável. Para acompanhar a mobilidade urbana, a Capital ganhou uma página na internet onde é possível saber tudo sobre a situação dos transportes que aqui existem e entender como andam os projetos de mobilidade urbana sustentável - BRTs (Bus Rapid Transit), Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs), ciclovias e calçadas - previstos para os próximos anos.

Ricky Ribeiro, diretor do Mobilize, explica que a ideia é estimular a participação de voluntários em todo o Brasil para gerar um mapa nacional da mobilidade urbana sustentável. "Os números que levantamos já mostram, por si, que caminhamos para uma situação caótica e que em breve seremos ilhas isoladas num mar de carros, caminhões e ônibus. Se desejamos reverter este quadro, é necessário que cada cidadão atue para melhorar as condições de circulação de pedestres e estimular os investimentos em transportes coletivos nas cidades", ressalta.

Além de Fortaleza, Manaus, Natal, Recife, Salvador, Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Cuiabá, Curitiba e Porto Alegre possuem uma seção com dados sobre mobilidade urbana, além de informações parciais de Campo Grande e Florianópolis.

Quem adotou a bicicleta como meio de transporte sabe que encarar as vias da Capital para tentar se locomover em um veículo não motorizado é um desafio diário. Chega a ser quase desleal ter de concorrer espaço com motos, carros, ônibus e caminhões, quase todos apressados, acompanhando o ritmo frenético da cidade.

Riscos

Apesar dos riscos, a doméstica Das Dores Almeida, 42 anos, não abre mão de ir ao trabalho todos os dias em sua bicicleta. "Não ando por gostar, mas por causa da saúde e porque é uma economia. Se não fosse tão perigoso, seria muito mais confortável".

A trabalhadora, que retornava para casa no fim da tarde de ontem, na ciclofaixa da Avenida Benjamin Brasil, no bairro Maraponga, reclama que os motoristas não respeitam os ciclistas. "Hoje (ontem) mesmo, um carro invadiu a ciclofaixa para ultrapassar um ônibus e ia me pegando. É a ciclovia da morte", frisa. Das Dores conta que economiza em torno de 40 minutos indo ao trabalho de bicicleta.

Estudo

73,9 quilômetros é a extensão das ciclovias em Fortaleza, aponta pesquisa, que pretende fazer um mapa nacional da mobilidade urbana sustentável.

Plano Diretor Cicloviário está em fase de licitação

Fundamental para pensar a questão da mobilidade urbana em Fortaleza, o Plano Diretor Cicloviário, projeto da gestão anterior, ainda não saiu do papel. A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinf), no entanto, informa que está em fase de licitação. A previsão é de que o processo seja concluído até junho deste ano, para que seja efetivada a contratação da empresa responsável pela elaboração do plano, que deve ser feito em parceria com especialistas no tema.

A proposta, de acordo com a Seinf, é que seja realizado um diagnóstico para conhecimento das necessidades cicloviárias da cidade. O Plano Diretor Cicloviário faz parte do Programa de Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor) e tem previsão de ser implantado em Fortaleza até maio do próximo ano.

Solução

Na visão do engenheiro civil e mestre em engenharia de transporte Dante Rosado, não existe uma solução única para a questão da mobilidade urbana em Fortaleza. Ele defende que deve ser pensada uma ação integrada com todos os transportes: ônibus, caminhões, motos, metrô e bicicletas. Com a impossibilidade de ter ciclovias em todas as ruas da cidade, o especialista diz que o transporte motorizado precisa aprender a conviver harmoniosamente com as bicicletas. É preciso incentivar também a criação de bicicletários na cidade.

LUANA LIMA
REPÓRTER


FONTE: Jornal Diário do Nordeste

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